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Raid Geocaching 4
22 km

Distância 22 km
Tempo Raid de um dia
Grau de dificuldade Alto

Meios

  • Automóvel
  • Todo-o-Terreno
  • BTT
  • Pedestre

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Embora de longa distancia a dificuldade é moderada.
Começamos na freguesia de São João do Monte que fica localizada no extremo Oeste do concelho de Tondela, no distrito de Viseu, região da Beira Alta. Situada na Serra do Caramulo, a sede da freguesia dista da sede de concelho cerca de 30 quilómetros. A freguesia de São João do Monte abrange uma área de 4814 hectares e é consttituida por vinte e um aglomerados populacionais; Abóbada, Almijofa, Almofala, Belazeima, Braçal, Caselho, Castêlo, Daires, Dornas, Mançores, Matadegas, Paúl, Póvoa do Soeiro, Quinta de Menderes, Ramalhal, Souto, Teixo, Valdasna, Vale do Lobo e Valeiroso.
Existiu, ainda, um outro aglomerado, Soutinho, mas acabou por ficar abandonado devido à migração dos seus habitantes. Confina a Nordeste com o concelho de Oliveira de Frades, a Nordeste e Oeste com o concelho de Águeda (distrito de Aveiro), a Sul com a freguesia do Mosteirinho, que pela união de freguesias está integrada na de São João do Monte e a Sudoeste com a freguesia de Guardão.
Em 1131, D. Afonso Henriques elabora um diploma, "Totius portugalerius provincia princeps", onde aparece a mais antiga referência a São João do Monte. Neste documento o monarca doa a "villa" de São João do Monte de Alcoba a Mestre Garino e suas freiras. No Caramulo, o Mosteiro de Santa Cruz expandiu-se em acções e domínios territoriais, através da posse de herdades em Paranho e Varzielas, talvez pelo facto de constar em testamento do Mestre Garino, o senhorio de S. João do Monte passou para os cónegos regentes de Santa Cruz (Coimbra). D. Afonso Henriques concedeu uma Carta de Couto aos monges de Santa Cruz, em Julho de 1146, que abrangia todas as propriedades pertencentes ao mosteiro e beneficiava os habitantes. Nesta Carta, os moradores de S. João do Monte usufruiam de regalias como: ninguém teria qualquer poder sobre eles, excepto nos casos de homicidio, rouço (violação ou rapto) e furto provado por testemunhas; as desavenças entre homens de Santa Cruz e estranhos deviam ser julgados entre vizinhos: a isenção do apelido, salvo no caso de colocação do rei; os parceiros de Santa Cruz que lavrassem com bois do Mosteiro nas herdades do mesmo, não pagariam imposto.
O pároco Martinho Alves, nas Inquirições de 1258, confirmava que o padroado de Santa Cruz era São João do Monte e que existiam no Mosteiro documentos que os inquiridores não conheciam, por isso não pagavam nenhum foro ao rei.
Ao Bispo de Viseu, no ano de 1277, foi comunicado que para além da Igreja de S. João do Monte estar há muito tempo desocupada, pertencia por direito a essa Catedral. Com esta notícia surgiu um conflito entre a Sé e o Mosteiro, que terminou com a anexação deste primeiro, por documento eclesiástico da vila e Igreja de São João do Monte. Nesta altura, os cónegos elaboraram uma Carta de Couto de São João do Monte falsa e datada de 1142 e apresentaram-na ao Prior D. João e ao Mosteiro de Santa Cruz. Apesar da sua falsidade, este documento tem muito valor pelos pormenores que apresentava na demarcação do Couto. Nele constavam nomes dos lugares que em quase nada diferem dos actuais, correspondendo aos limites do Couto aos da actual freguesia de São João do Monte e Mosteirinho.
A 6 de Maio de 1514, foi concedido foral ao concelho de São João do Monte, mas nele não constava nenhuma citação a títulos anteriormente recebidos. Contudo, é de referir que sob o senhorio de Santa Cruz, este concelho desenvolveu-se com organização municipal, magistratura, regime de propriedades e outras situações relacionadas com as terras pertencentes a corporações eclesiásticas. Com a extinção das ordens religiosas, o concelho, surgiu em 1855 passando a ser uma freguesia do concelho de Tondela.
Em 1997, por proposta do então deputado na Assembleia de República e actual Presidente da Câmara Municipal de Tondela, Dr. Carlos Marta, São João do Monte volta a recuperar o título de Vila.»

Passa seguidamente na Freguesia de Arca.
Paranho da Arca situa-se no extremo sul do concelho de Oliveira de Frades, constituindo com a de Varzielas um núcleo à parte, em relação à globalidade do território oliveirense.
Esta freguesia é limitada a sudoeste pelo Rio Águeda, que irriga na sua margem direita muitos campos de Paranho.
O clima é de elevadas temperaturas no Verão, o que a densa vegetação florestal de algum modo ameniza.
Aos rigores invernosos vão os habitantes resistindo com a tradicional capucha de burel, que os próprios homens, sobretudo os mais idosos, até hé pouco se não envergonhavam de usar traçada ao pescoço, à laia de capa de estudante.
O solo é de alguma fertilidade. São bem conhecidos os campos de Paranho, cuja riqueza em milho já ajudou o celeiro concelhio a matar a fome à gente de outras freguesias nos tempos difíceis da 2ª Grande Guerra.
Adentro da Freguesia, a povoação do Covelo, numa covada da montanha, constitui como que um oásis de verdura na dureza da terra caramulana. Dotada de um autêntico micro-clima, ali se cria fruta, vinho, milheirais verdejantes.
O bem conhecido Carvalhedo, na Gândara, junto à anta de Arca, reserva botânica de extraordinário valor ecológico e turístico, autêntico manancial de águas, é um parque maravilhoso...
...A minúscula Arca, que deu nome à freguesia, está hoje quase parada no tempo. Resume-se, assim, a duas ou três casas antigas que são agora como que documentos históricos, além de uma ou duas novas construções junto à estrada florestal.
Segundo a tradição oral, aqui faziam trânsito e estação as antigas diligências que se dirigiam às terras de Águeda e do Litoral.
Arca pode bem orgulhar-se de ter junto de si um dos ex-libris da cultura megalítica do concelho e de toda a serra do Caramulo: a tão divulgada anta ou dólmen de Arca. Apresenta-se constituída por 3 blocos em posição aproximadamente vertical (esteios), com alguns outros já partidos, sobre os quais descansa uma grande laje (tampa ou mesa) a cobrir o espaço interior. Mede de altura cerca de 4,5 metros e a mesa 4,20x3,20m.
Como as demais construções dolménicas, deverá ter tido um corredor de acesso e um montículo circular de terra e pedregulho que servia de protecção, a que se dá o nome de mâmoa ou mamoa.


Sobre a anta de Arca (monumento nacional por decreto de 16.06.1910), diz o Dr. Amorim Girão:
"...ao pretendermos fazer a enumeração destes monumentos, o lugar principal cabe de direito à anta ou dólmen situada não longe da igreja matriz do Espírito Santo de Arca, já porque é de todos eles o que apresenta externamente maiores dimensões, já porque, sendo o único geralmente conhecido, tem servido para autenticar quantas notícias ou referências se tem escrito sobre a alta antiguidade a que remonta o povoamento humano nesta região...
...Muitas têm sido as referências feitas a este importante monumento megalítico, conhecido e designado na Carta Corográfica pelo nome de Pedra de Arca e que qualifica algumas povoações, como Arca, Paranho de Arca, Covelo de Arca.
Apesar de as suas dimensões não serem muito superiores às de outras tantas vizinhas, o facto de lhe ter sido destruída a mamoa, que indubitavelmente teve, o que dá para a tampa ou chapéu uma altura de 4,5 metros sobre o solo, permitindo passar-se a cavalo por baixo e impedindo subir a ela sem o auxílio duma escada, confere-lhe o primeiro lugar entre os megalitos da região..."
Uma das lendas criada à volta desta anta:
A anta de Arca foi erigida por uma moura e a laje que se encontra horizontalmente em cima das que servem de pilares foi lá colocada pela dita moura, trazendo-a à cabeça, a fiar numa roca e com um filho ao colo. A dita moura aparece todos os anos na madrugada de S. João a fiar uma roçada em cima da anta e rodeada por objectos de ouro; ao feliz mortal que lá passar em primeiro lugar será perguntado de qual gostará mais: se dos olhos da moura ou dos objectos de ouro que lá tem. Como todos têm dito que gostam mais dos objectos de ouro, eles têm-se transformado sempre em cinzas devido aos poderes mágicos da moura.
Só conseguirão os objectos de ouro quando se agradarem mais dos olhos da moura e não do ouro.

NOTA: Texto extraído da Monografia de Oliveira de Frades - Edição da Câmara Municipal – 1991

Seguidamente entra na Freguesia de Macieira de Alcoba.
Desde a Urgueira sobe-se ao Monte Junqueiro onde se pode visitar o forno comunitário da Urgueira e sua Geocaching em http://coord.info/GC1G9NN, e saber a sua fantástica história da Urgueira e dos seus rituais já ocupa um espaço único e importante na história do folclore português, sendo exemplar no modo como a cultura tradicional está ao serviço da comunidade atual. Parece que os ancestrais deixaram uma herança cultural para servir de solução económica e social para os vindouros. Os Serranos Associação Etnográfica canalizou esta herança, mas toda a comunidade da Urgueira e de Maceira de Alcoba está junta neste desígnio. Quando o Manuel Cego da Urgueira, por volta de 1880, mandou construir um forno muito estranho e invulgar no cabeço do Junqueiro, saldou a promessa para com a divindade que o deveria ajudar a sobreviver a uma terrível tempestade marítima e, em simultâneo, assegurou a notoriedade da Urgueira, a sua aldeia natal, para lá dos séculos seguintes. Uma geração depois, o filho do Manuel Cego, Manuel Duarte dos Reis de sua graça, completou a obra, mandando construir a expensas suas e com a devida conivência da sua esposa Trindade Maria, uma ermida no topo oposto ao do forno da plataforma que se estende no referido cabeço do Junqueiro. Neste local, estende-se um plano generoso e suave, sob a sombra fresca de sobreiros nativos, como se a natureza agreste da serra oferecesse uma manta estendida para o farnel e para o descanso, enquanto se admira a paisagem larga e longínqua. O MILAGRE DO FORNO No final do século XIX e nos primeiros anos do século XX, o “milagre da Urgueira” atraiu romeiros aos milhares, no terceiro ou quarto domingo de Agosto. A notícia espalhava-se para além das penedias do Caramulo, levando o caso fantástico do homem que entrava dentro do forno, em plena função e quente de três dias de lume acesso, cozendo um enorme bolo de 100 kg de farinha. O próprio naco de broa tinha mistério, pois jamais apanhava bolor e a proteção das trovoadas era garantida ao seu dono. A intensa romaria para a Urgueira enchia as veredas da serra e dava aos romeiros a importância de ter visto e assistido a este feito milagroso e a posse de uma codea que não apanhava bolor e concedia outros favores. A memória dos mais idosos revela que, quando a experiência foi tentada por outros, que não o misterioso homem que vinha dos lados de Coimbra ou de Tomar e “ia dentro do forno com um cravo na boca, varria o forno a ajudava a colocar o pão” de acordo com o relato de Adolfo Portela, aconteceu a tragédia das orelhas chamuscadas, enfiadas na mina de água fria, que deu em pneumonia e morte castigada.
Por fim chega-se a Macieira de Alcoba através do PR4,
Montedalcobar
GC1NXF5
Coordenadas: 40° 37.278 N 8° 16.527 W
Cache: Pequena
Dificuldade: 1.5
Terreno: 1
Por entre o xisto e o granito, em plena Serra do Caramulo, encontra-se a freguesia de Macieira de Alcôba no concelho de Águeda, originalmente designada por Montedalcobar.
Esta é uma região marcada pela própria história, costumes e tradições. Entre eles, o antigo uso feminino do capucho de lã ou de burel escuro ou preto, a saia rodada e a chinela, sem esquecer a distribuição do pão na mesa de granito após os funerais.
Ocupando uma zona de contacto de xisto ante-câmbrio com o granito, a localidade usou tradicionalmente estas rochas como materiais para as suas construções. A própria Igreja Paroquial é uma reconstrução essencialmente de granito, material da região. No seu interior, pode-se encontrar várias peças com origens em séculos passados, como o Calvário com Cristo e S. João em placa de calcário, a escultura da Virgem com o menino também em calcário e o púlpito de granito.
De difícil acesso em tempos não muito longínquos, Macieira de Alcôba ainda possui, no seio da comunidade, as suas tradições antigas, os aspectos linguísticos e as particularidades etnográficas que distinguem estas aldeia serrana na região em que se insere.
A par das características da sociedade e do próprio modo de vida comunitário que a caracterizava, esta aldeia insere-se num ambiente de beleza natural e paisagens deslumbrantes com as suas nascentes naturais e pequenas corgas que atraem o visitante a este lugar encantador.
A CACHE:
Esta é uma multi-cache que procura orientar os que a procuram num pequeno percurso pelos caminhos da aldeia. Ao chegar à entrada da aldeia, sugerimos que estaciones o carro junto da igreja, para que possas percorrer os trilhos da multi-cache a pé.
Cada ponto da cache é versado sobre três das principais características do modo de vida comunitário: a água, o sol e o pão.
O 1º ponto da cache constitui um pequeno cartão (tamanho cartão de crédito) com as coordenadas seguintes. O 2º ponto levar-te-á para o local onde o sol reina, sendo que o 3º ponto (e último) implica uma paragem para visitar a piscina natural de Macieira, local de rara beleza, antes de alcançares o tesouro.
Esta cache faz ainda parte de uma "Rota dos Moinhos" em Águeda, o que significa que, embora individual e com coordenadas geográficas próprias sem qualquer relação com outras, esta cache está relacionada com os moinhos, possuindo um contexto ambiental semelhante.
"Rota dos Moinhos"
O moinho de água é característico do concelho de Águeda, nomeadamente das zonas serranas da região. É um marco distintivo na paisagem rural, evidenciando ao mesmo tempo a sabedoria e técnica popular no aproveitamento das potencialidades endógenas do seu meio envolvente.
Pontos de interesse:
Aproveita ainda a tua passagem pela aldeia de Macieira de Alcôba para saborear a gastronomia típica no Restaurante local situado na antiga escola primária. Há ainda uma outra cache (GC1G2K9), no topo da aldeia, junta da Capela de Macieira, a partir de onde poderás admirar a vista privilegiada.
Poderás ainda conhecer a aldeia vizinha do Carvalho (onde existe uma outra cache), assim como a zona serrana que ultrapassa as fronteiras de Águeda e que te levará ao concelho vizinho (Tondela) e à Serra do Caramulo.
No final regressa-se á Fonte Frade através da estrada municipal que liga a Matadegas e Belazeima.